Você já ouviu falar de ‘murketing’?

Achei o texto bem interessante diferente, até por que as vezes só focamos em um determinado público pra atingirmos os objetivos da organização !
Fica ai uma dica DIGNa para as organizações.
Fiquem na paz,
Grande beijo,
Ligia Lagos

Com a fama de “descolada”, a Converse alcançou novos públicos e se manteve no mercado. Hoje, a própria empresa se vale desta imagem em suas campanhas, com a contratação de ídolos como Julian Casablancas, vocalista da banda Strokes.

A união das palavras marketing e murky (nebuloso, em inglês) é um neologismo criado pelo jornalista americano Rob Walker para sintetizar a relação em que as marcas se dedicam a construir uma relação de cumplicidade com o consumidor – em que as armas mais eficazes passam longe de campanhas convencionais. Segundo ele, que é autor do livro Buying In, muitas vezes, consumidores que nem são alvo de determinada campanha publicitária descobrem um produto e passam a comprá-lo e recomendar aos amigos com um enfoque totalmente diferenciado em relação aquilo que o fabricante e sua respectiva agência pretendiam. O único caminho aí é correr para tentar entender esse novo consumidor e não afugentá-lo.

Exemplos não faltam, mas um dos mais célebres é o caso da Converse, fabricante dos tênis All Star, símbolo de rebeldia para uma legião de consumidores. A empresa ganhou fama no começo do século 20, quando um jogador profissional de basquete chamado Chuck Taylor tornou-se um dos primeiros atletas a fazer propaganda de um produto. Taylor foi contratado para visitar clínicas de basquete em todo o país e promover os tênis All Star junto aos atletas. Logo a Converse se tornou líder em calçados esportivos – e durante décadas reforçou sua imagem com a contratação de novos astros do esporte.
Nos anos 80, porém, quando concorrentes como a Nike inundaram as lojas com modelos de tecnologia mais avançada, a velha fabricante entrou numa espiral de decadência que quase a levou à falência. O que salvou a Converse foi o fato de, aos poucos, os próprios consumidores começarem a associar o All Star a uma imagem de contestação e descompromisso. À revelia da empresa, a imagem foi se cristalizando de tal maneira que os tênis chegaram aos pés de roqueiros e artistas que nunca pisaram numa quadra de basquete. Com a fama de “descolada”, a Converse alcançou novos públicos e se manteve no mercado. Hoje, a própria empresa se vale desta imagem em suas campanhas, com a contratação de ídolos como Julian Casablancas, vocalista da banda Strokes.
A Nike, enfim, comprou a fabricante do tênis All Star por US$ 305 milhões em 2003, mas isso não afetou em nada a áurea alternativa do produto. O caso descrito acima, no entanto, nos anima a recordar outros antes obscuros, hoje ‘turbinados’ objetos de desejo, que se encaixam na moderníssima alcunha ‘murketing’…
Fonte – http://www.virta.inf.br/blog/?p=1869

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